sábado, 24 de dezembro de 2016

UM CONTO DE NATAL


Querido leitor.

Esse é um texto escrito sobre a esperança que o Natal pode trazer para as pessoas se cada um fizer a sua parte. Não é uma história real, mas poderia ser. Em todo o mundo existem pessoas que podem e devem ajudar os mais necessitados, seja com uma palavra de carinho e incentivo, seja com presentes, seja com emprego. Todos podem fazer a sua parte, basta querer. Se as riquezas do mundo fossem divididas entre todos, não haveria fome e miséria. Não haveria guerras, não haveria o mal. Não estou dizendo que deveríamos dar tudo de mão beijada, não! Acho que todos nós temos o direito e o DEVER de trabalhar, batalhar por suas conquistas, ter responsabilidades e viver dignamente. Isso se a ganância não tivesse se apoderado do ser humano e distorcido o verdadeiro significado da VIDA.
 
UM CONTO DE NATAL

Natali caminhava sem destino pela avenida movimentada na véspera de Natal. Moça bonita de dezesseis anos, cabelos e olhos escuros, pele morena, roupas velhas e sujas, sentia em sua mocidade os efeitos do preconceito. Não olhava mais nos olhos das pessoas por quem passava. Havia cansado de ver a indiferença mascarar o sorriso amarelo dos cidadãos mais afortunados da cidade.
 
Mas ao chegar à Praça Central de Porto Alegre, algo lhe chamou a atenção para um senhor que estava sentado a uma mesa, na calçada de um restaurante. Ele estava rodeado de crianças pobres e humildes, exatamente como ela, escutando, admiradas, as histórias que ele contava. E ele tinha tanto brilho no olhar, tanta ternura na voz, que Natali diminuiu o passo e prestou mais atenção ao que ele dizia. 

- E então, do escuro da floresta, surgiu uma luz brilhante, forte e intensa o suficiente para iluminar o caminho das Renas que haviam se perdido em meio à tempestade. Elas seguiram a luz e reencontraram o Papai Noel que estava perdido na neve, com todos os presentes de todas as crianças do mundo! - Enquanto ele falava, os olhinhos das crianças brilhavam mais e mais, enchendo-se de esperanças com o Natal. - Então ele colocou os presentes no saco vermelho, subiu no trenó e as renas começaram a puxá-lo e a subir com ele pelos ares até o céu, diante da lua e sumiram na imensidão, levando presentes para todas as crianças do mundo.
 
Natali parou diante do homem, estudando-o. Não era possível que ele estivesse feliz em iludir aquelas crianças com histórias de Natal. De que adiantariam essas ilusões? Ela própria acreditava em Papai Noel quando tinha a idade delas, mas pra quê? Pra esperar pelo presente que sonhara o ano inteiro para, no final, ganhar no máximo um abraço dos companheiros de rua. Sim, Natali era moradora de rua. Sem casa, órfã de pai e mãe, sem dinheiro, sem esperanças.

 

O homem que estava a contar histórias, de repente viu-se observado pela moça rebelde e sorriu para ela. Convidou-a sentar-se entre eles, oferecendo um sanduíche que, só agora, Natali percebeu nas mãozinhas dos pequenos. Seu estômago ardia de fome e ela não conseguiu resistir. Relutante, sentou-se começou a comer. 

Contou sua história ao homem depois de muita insistência e ainda estava desconfiada da atitude dele quando, de dentro do restaurante saiu uma garçonete que ela conhecia muito bem. Era Alice, uma moradora de rua como ela, que há tempos não via. Uma grande amiga que o destino afastara.




As duas moças abraçaram-se e sorriram uma para outra, cheias de saudade. Natali ficou sabendo que o Sr Oliver, o homem que falava com as crianças, havia dado um emprego e um lar à Alice. 


Ele e sua mulher Diana eram professores aposentados e  sempre traziam as crianças de um Orfanato para lanchar e passear, tomar sorvetes e refrigerantes no restaurante, às tardes de sábado.O Sr Oliver, percebendo a amizade das duas, convidou Natali para trabalhar no restaurante junto com Alice, que aceitou feliz da vida. Hoje, as duas moças que moravam na rua são filhas adotivas do Sr Oliver e de sua mulher, Diana. E esse será o Natal mais especial de suas vidas.



UM FELIZ NATAL A TODOS! COM CONSCIÊNCIA, DISCERNIMENTO E SABEDORIA!
BEIJOS MEUS
KATIA GOBBI (KG Kati)

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